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Corpo e Sintoma em Lacan e as dimensões do Imaginário, Simbólico em Real

por Mônica Fujimura Leite

As contradições do corpo

(Carlos Drummond de Andrade)



Meu corpo não é meu corpo,
A ilusão do outro ser.
Sabe a arte de esconder-me
E é de tal modo sagaz
Que a mim de mim ele oculta?

Mau corpo, não meu agente,
Meu envelope selado
Meu revolver de assustar,
Tornou-se meu carcereiro;
Me sabe mais que me sei

Quero romper com meu corpo;
Quero enfrentá-lo, acusá-lo;
Por abolir minha essência,
Mas ele sequer me escuta
E vai pelo rumo oposto

Já premido por seu pulso
De inquebrantável rigor;
Não sou mais quem dantes era:
Com voluta dirigida,
Saio a bailar com meu corpo



“O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços

neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava-o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente. A pé, quando parado, recosta-se invariavelmente ao primeiro umbral ou parede que encontra; a cavalo, se sofreia o animal para trocar duas palavras com um conhecido, cai logo sobre um dos estribos, descansando sobre a espenda da sela. Caminhando, mesmo a passo rápido, não traça trajetória retilínea e firme. Avança celeremente, num bambolear característico, de que parecem ser o traço geométrico os meandros das trilhas sertanejas. E se na marcha estaca pelo motivo mais vulgar, para enrolar um cigarro, bater o isqueiro, ou travar ligeira conversa com um amigo, cai logo — cai é o termo — de cócoras, atravessando largo tempo numa posição de equilíbrio instável, em que todo o seu corpo fica suspenso pelos dedos grandes dos pés, sentado sobre os calcanhares, com uma simplicidade a um tempo ridícula e adorável. É o homem permanentemente fatigado. Reflete a preguiça invencível, a atonia muscular perene, em tudo: na palavra remorada, no gesto contrafeito, no andar desaprumado, na cadência langorosa das modinhas, na tendência constante à imobilidade e à quietude. (CUNHA, 2003).

“Estou sempre olhando pra frente” – bateu no carro do lado, porque não o viu, não prestava atenção na visão periférica. Estou sempre pensando à frente, planejando o futuro, buscando atingir novas metas, e não vivo o momento, não aproveito o que está acontecendo no presente

“Empurro com a barriga” – histórico de dores e doenças abdominais (útero, aparelho urinário, intestino), passa por diversos tratamentos, sem resolução médica, durante anos. Não resolvo as coisas, não tomo decisões, levada pelas circunstâncias. Também não vejo sentido em viver, vivo cada dia como uma tarefa a ser cumprida até morrer.

“O corpo sempre está presente na clínica” (apud Zeila).

As duas primeiras falas são de pacientes e a última de uma colega da ALPL. A partir dos estudos e falas dos colegas e com o olhar direcionado para o tema do eixo deste ano “corpo e sintoma”, apuro os ouvidos percebo, em minha clínica, o quanto ela é verdadeira. Como o corpo, de fato, se presentifica no discurso do paciente, na forma de metáforas. Por um lado, no que ele diz, e por outro, no que ele dá a ver. O que tem me marcado cada vez mais é perceber o quanto essas duas coisas, o corpo que eles mostram (na forma de dores, inibições, gestos) é na verdade, o corpo do qual eles falam, ou seja, é o corpo da forma como eles o veem, ou se apropriam, ou, a partir de Freud e Lacan, o corpo representado.

            Apoiando-me em Lacan, em outros autores e no que já ouvi dos colegas, fui buscar referências na teoria sobre essa articulação, para me ajudar a pensar em quando essas manifestações – cotidianas, fenomênicas, não exclusivamente clínicas – adquirem um estatuto de sintoma, no sentido psicanalítico do termo. Ou seja, como seria possível fazer o caminho inverso, proposto por Freud, de, partindo do sintoma, retornar, por meio das cadeias associativas, à construção de corpo desse sujeito, entendendo que o corpo do qual se trata em Psicanálise não é aquele com o qual se nasce, qual seja, o biológico.

            O corpo do qual tratamos não advém de uma divisão entre o psíquico e o somático, mas desde o conceito de pulsão em Freud, ele traz que ela se monta a partir da inscrição da palavra no corpo, sendo este, ao mesmo tempo, fonte e lugar de satisfação da pulsão. O sintoma, por sua vez, localiza a relação que se estabelece com o modo de gozo do sujeito

            Partindo da ideia que Lacan traz de que o sintoma tem duas vertentes – Simbólica e Real – penso que a teorização que ele faz sobre o corpo, considerando-o como inscrito nas três dimensões: Imaginária, Simbólica e Real[1] possa ser o caminho para desenvolver a minha questão e pensar, em como na clínica, temos diligência sobre ele, a partir da técnica psicanalítica.

            Começo com um dos recortes que escutei do Edinei da teorização de Lacan sobre o sintoma, no momento em que ele o entende como uma metáfora. Lacan desenvolve esse conceito no seminário 5, sendo a metáfora a qual se refere aquela da substituição do significante Desejo da Mãe pelo Nome – do – Pai. Temos então um infante que se aliena a toda uma trama discursiva prévia – um lugar no qual ele é esperado, um nome, qualidades, expectativas construídas – o que Lacan chama de Outro, a partir de uma mãe encarnada, a qual singulariza esse desejo, tendo como referência a sua própria castração. Isso implica no risco, sempre iminente, desse infante acoplar-se ao buraco materno, permanecendo aí alojado, sendo impedido de constituir-se enquanto sujeito desejante. O que salva o infante de ficar nesse lugar é o pai, o qual, ao interditar a mãe e o bebê, desarticula-o da identificação com o falo, passando o pai a ser o portador dele. Neste seminário fica em evidência que algo falta ao Outro, o que aparece na notação A/, e o sujeito fica em busca de buscar preencher essa falta, tarefa que se constitui enquanto impossível, uma vez que ele não sabe exatamente o que esse Outro materno deseja.   

Homem de meia idade, queixa de ataques de pânico, inicialmente interpretadas como ataques do coração. Vai pro hospital, encaminhado ao cardiologista, onde realiza um check up completo, exames clínicos normais, sendo então encaminhado ao psicólogo. Por trás dessa queixa aparece um homem bem-sucedido – cargo de chefia, casado, com filhos encaminhados, alto poder aquisitivo – mas que, recorrentemente, diante de situações em que é convocado a falar, inibe-se, sentindo-se inferior.  Em análise aparece uma identificação ao pai, que morreu de infarto no início de sua adolescência, e com o qual ele sente, por um lado, uma dívida, por não ter mostrado a ele que deu certo na vida, e por outro, uma inibição em superá-lo, pois, este, após atingir o ápice, iniciou um período de decadência, até morrer. Fala muito da falta que sentiu do pai em momentos importantes da vida, especialmente para mostrar que não era mais aquele menino inseguro, caçula, que por isso não era visto, escutado ou considerado nos assuntos importantes. Inevitável pensar no buraco no qual se enfiou, acreditando ser esse o que lhe cabia, e o que o sintoma denunciava era seu conflito entre atender ao desejo desse Outro, e superar esse pai.

Nesse momento acho pertinente trazer a concepção lacaniana do corpo imaginário, que ele trabalha no “O estádio do espelho como formador da função do eu, tal como nos é revelada na experiência psicanalítica” (LACAN, 1936) a necessidade que o infante tem de que um Outro o reconheça e antecipe a imagem de um corpo íntegro e potente, enquanto ele experimenta a vivência de um corpo despedaçado e frágil, incapaz de saber de si e responder às necessidades básicas que a vida fora do útero lhe impõe. Isso implica em que ele precisa do Outro pra sobreviver biologicamente e para se reconhecer enquanto humano, em meio aos que se constituem para ele seus semelhantes (a). É esse processo que possibilita ao sujeito constituir uma imagem de si, que Lacan denomina de eu, por meio de uma identificação primordial do sujeito com a imagem.

Nos anos 50 (LACAN, 1953-54/1986) o estádio do espelho é retomado por Lacan a partir da perspectiva do registro Simbólico, sendo reformulado com a introdução do Outro. Assim, o espelho seria o olhar que o Outro devolve ao sujeito, não apenas como imagem, mas como um discurso, ou seja, o que se diz sobre ele. Assim, o espelho está submetido à ordem simbólica. A alienação que era inicialmente à imagem é substituída pela alienação estrutural ao Outro da cadeia significante.

Uma criança nasce em um lugar marcado simbolicamente. Jovem adulto, mora sozinho com a mãe, separada do marido desde a infância dele. Por motivos de doença este jovem fica impedido de crescer fisicamente, dificultando sua ida a escola, não se forma, nem consegue trabalhar. Queixa-se de uma relação insustentável com a mãe, reconhecendo apenas sentimentos de ódio por ela, mas não pode abandoná-la, por um lado por não ter condições financeiras, por outro por precisar cuidar da mãe, que se colocava constantemente em risco de vida. Interessante como no início o discurso dele era o de que a mãe o culpava por ter que deixar a própria vida de lado para cuidar dele, e aos poucos aparece um mal estar com “os sumiços” da mãe, onde ele relata cenas, desde a infância em que ela sai, linda e arrumada, e volta toda desgrenhada. O que fica então é uma queixa de abandono, de ser preterido (o que a mãe vai buscar que não encontra ali?). Como sustentar então a ideia inicial de uma suposta relação de complementariedade com a mãe, ele precisando dela, e ela precisando dele, ambos presos pela dependência das circunstâncias (doença dele e separação do marido dela)?

Para responder a essa pergunta, avanço com Lacan, que no seminário 6, desenvolve a ideia de que essa falta que o sujeito reconhece no Outro este e acredita ser demandado completar (“Che voi?”), na verdade não é um pedido do Outro. Esse é o fantasma construído pelo sujeito, para tentar encobrir a falta do Outro, e a dele mesmo. Essa repetição desse lugar sofrido, do qual ele se queixa e vem até nós pedir para se livrar, encobre, na verdade, um outro sofrimento, pior, que é o de reconhecer que a falta é estrutural, não tem complementação.

Meu paciente identificado ao pai, ao entender que ele, sendo bem-sucedido, limparia o nome do pai, por atribuir a ele o crédito de ter sido “bem-criado”, dissolve os sintomas cardíacos. Limpando a imagem do pai, ele pôde se ver mais bonito também, para ser pai não precisaria matá-lo, tampouco morrer. Voltando ao que Lacan fala sobre o sintoma como metáfora, podemos pensar nelecomo um significante que substitui o significante do desejo do Outro. O paciente interrompe a análise neste momento, considerando ter finalizado seu trabalho ali.

Bom, mas existem casos em que, mesmo percebendo que o sujeito ficou nesse lugar por interesse próprio, ou seja, ninguém o obrigou a ficar ali, ele relata dificuldades em fazer diferente. Eles se perguntam “por que permanecem – e eu sustento a pergunta, essencial – nesse lugar que os fazem sofrer? ”

Neste ponto considero importante articular a última dimensão trazida por Lacan, qual seja, a dimensão do Real do sintoma. Esta seria o que insiste, repete, mesmo o paciente tendo realizado a decifração significante. Foi esse o rochedo com o qual Freud se deparou, o limite do fim de análise para ele, e a partir do qual Lacan avança, na última parte de sua clínica.

            No Seminário 10 Lacan (1962-1963/2005) coloca que, se por um lado, o significante separa o sujeito do objeto, interditando o gozo, por outro lado, produz como efeito desse corte o objeto a. Assim um resto de gozo passa a se concentrar nas chamadas zonas erógenas (mais-de-gozar)[2]. De que forma isso se dá? Lacan em “O aturdito” (1972/2003, p. 475) diz que, ao atribuir uma significação aos órgãos do corpo, a linguagem os separa de sua função, o sujeito não sabe mais o que fazer com eles (“lhe cria problemas”).

De acordo com Jerusalinsky (2011), a metáfora paterna possibilita a significação fálica do sujeito e produz o gozo fálico. Este põe limite ao gozo do Outro, experimentado pelo sujeito na relação primordial com a mãe. Por outro lado, esse gozo fálico também retoma o gozo do Outro miticamente, a partir da montagem fantasmática, na qual o sujeito se põe como objeto que supostamente completaria o Outro (olhar, voz, seio, fezes), fazendo-o gozar. Essa seria a base do sintoma.

Entendo, a partir de Lacan, que é essa posição que o paciente repete ao longo da vida, fixando-o num modo de gozo[3], em seu sintoma. Uma análise possibilitaria ao paciente deparar-se com essa posição de objeto e cair dela, descompletando o Outro, o que implica em admitir a falta como algo inerente à condição humana, e não algo que deva ser reparado. Assim, o objeto passa do estatuto de supostamente tamponar a falta (objeto de desejo), para o de ser movido por ele (objeto causa de desejo).

            Ela faz isso por meio da fala, o analista toca o corpo e o sintoma por meio da palavra. Ele intervém sobre o inconsciente (estruturado como linguagem) e sobre a história, obtendo efeitos no corpo, pois, conforme falamos ao longo do trabalho, este é marcado pelo significante.

Miller (1998) coloca que o sintoma faria a conexão entre o significante e o corpo. Assim, podemos entender que o gozo do sintoma seria o gozo fálico, pois ele está articulado ao significante. E é por isso que é possível tocá-lo com as palavras.Dessa forma podemos entender como os sintomas no corpo se dissolvem por meio da talking cure freudiana. Lacan, no seminário 24, diz que é possível tocar o Real por meio do Simbólico, por estarem todos na mesma dimensão.

Entendo que, ao longo do meu trabalho, acabei focando na desnaturalização de um corpo, a partir da condição linguajeira do humano, inserindo-o numa ordem Simbólica. Faltou então, avançar no caminho de Lacan para entender o que ele chama de corpo do Real. Do título “Corpo e Sintoma em Lacan e as dimensões do Imaginário, Simbólico em Real”, fico com as dimensões do Simbólico e Real pro sintoma e Imaginário e Simbólico pro corpo.



REFERÊNCIAS

Cukiert, M. Considerações sobre corpo e linguagem na clínica e na teoria lacaniana. Psicologia USP, 2004, 15(1/2), 225-241. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/psicousp/article/view/42271.

CUNHA, E. Os Sertões. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

Fink, B. (1998). O sujeito lacaniano: Entre a linguagem e o gozo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Lacan, J. (1998[1949]) “O estádio do espelho como formador da função do Eu”. In Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, p. 97.

Jerusalinsky, J. A Criação da Criança: brincar, gozo e fala entre a mãe e o bebê. Salvador: Ágalma, 2011.

Lacan, J. (1998). Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise. In J. Lacan, Escritos (pp. 238-324). Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1953).

Lacan, J. (1986). O Seminário Livro 1: os escritos técnicos de Freud. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Texto original publicado em 1953-54).

Lacan, J. O Seminário, livro 5: as formações do inconsciente. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. (Trabalho original publicado em 1957-58).

Lacan, J. Seminário 6 O Desejo e sua Interpretação. (1958-59). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor

Lacan, J. Subversao do sujeito e dialetica do desejo no inconsciente freudiano. In: ______________. Escritos.  (1960b/1998)

Lacan, J.  (2005). O seminário, livro 10: a angústia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. (Trabalho original publicado em 1962-1963.

Lacan, J. (1992). O seminário. Livro 17: O avesso da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1969-1970).

Lacan, J. (2003). O aturdito. In: _______. Novos Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Texto original publicado em 1972).

Lacan, J (1982). O seminário. Livro 20: Mais ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Trabalho original publicado em 1975).

Lacan, J. O seminário, livro 24: l’insu que serait de l’une bévue s’aile à mourre (1976-1977). Espaço Moebius Psicanálise (tradução).

Miller, J-A. (1998). O osso de uma análise. Revista da Escola Brasileira de Psicanálise- Bahia (Número especial de agente). Seminário proferido no VIII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, Salvador.



[1] Imaginário, o corpo como imagem; Simbólico, o corpo marcado pelo significante; Real, o corpo articulado ao gozo (CUKIERT, 2004).

 

[2] ou o que Lacan chama de órgão.

 

[3]só há gozo no humano, pois nele houve a separação entre o sujeito e o objeto de satisfação, a partir da entrada na linguagem: “o importante é que, natural ou não, é efetivamente como ligado à própria origem da entrada em ação do significante que se pode falar de gozo. Com que goza a ostra ou o castor, ninguém jamais saberá nada disso porque, faltando significante, não há distância entre o gozo e o corpo. (O Avesso da Psicanálise, Lacan (1969-1970/1992), p. 168)

Gozo fálico: “Subversao do sujeito e dialetica do desejo no inconsciente freudiano” (1960b/1998) Lá onde há incidência do significante no real do corpo há exclusão do gozo. A lei do Outro interdita o gozo absoluto pelo viés da castração, implica num gozo já regulado, limitado, proibido (parcial, ligado às pulsões). Separação efetuada pelo significante entre o gozo absoluto e o corpo, e entre sujeito e objeto a: $ - a).

Gozo do corpo: gozo não-todo fálico, por sua vez assexuado, fora da linguagem, mas que tem sua incidência no corpo vivo. Chamado por Lacan (1972-1973/2008) de gozo Outro.

Mais-de-gozar: relativo ao objeto a, situa-se como resto de gozo que escapa ao processo de significação, mesmo se produzindo por efeito dele. Ele implica, mais do que um modo de gozo, de uma operação psíquica de mais-valia realizada para se obter um lucro, um bônus, um ganho de gozo (Lacan, seminário 17 apud Jerusalinsky, 2011).

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